sexta-feira, 28 de setembro de 2012

FLOR DO DESERTO

                                                            FLOR DO DESERTO  
Blog de resenhasterracota : Resenhas e resumos Terracota, FLOR DO DESERTO     A história da modelo Waris Dirie é impressionante. Nascida na Somália, aos três anos teve suas genitais mutiladas. Aos 13 anos, atravessou sozinha um deserto para fugir do um casamento arranjado com um homem de sessenta anos. Na mesma ocasião, passando por Mogadisco, capital da Somália, trabalhou para parentes em uma Embaixada em Londres. Passou toda a sua adolescência sem saber falar inglês e ganhou uma nova chance ao fazer amizade com uma estranha. Trabalhando num restaurante fast-food, acaba sendo descoberta pelo famoso fotógrafo Terry Donaldson e, por meio da ambiciosa agente Lucinda, se transforma em uma grande modelo. 
     Apesar dos bastidores da moda servirem como pano de fundo durante boa parte do filme o foco da narrativa é a luta da somali contra a circuncisão feminina na África, tradição milenar à qual ela mesma foi submetida quando criança.
     Sem dúvidas, Waris Dirie tem tantas experiências de vida que o cinema não poderia perder a oportunidade de retratá-la. Foi isto que a americana Sherry Horman fez em “Flor do Deserto”, dirigindo e roteirizando a partir do livro escrito pela própria Waris Dirie.
     “Flor do deserto” é um filme emocionante, bem feito e importante para ajudar nesse processo de conscientização das pessoas contra um costume tão bárbaro. Não é razoável permitir que práticas cruéis se perpetuem por serem tradição. Só os hábitos que respeitam e valorizam a dignidade humana deveriam ser mantidos. Mas em alguns países, especialmente Sudão, Egito e Somália, as mulheres ainda são vistas como objeto e propriedade da família ou do marido. Isso não é normal e precisa acabar para que esse mundo se torne mais justo. 
     “Flor do Deserto” tem muito para mostrar. É um filme totalmente oportuno com sua denúncia, ganhando peso com um testemunho devastador de Waris Dirie para uma jornalista onde explica, detalhadamente, os métodos cirúrgicos de sua circuncisão. 

           

ADMIRÁVEL MUNDO NOVO (Brave New World)


Blog de resenhasterracota :RESENHAS RESUMOS TERRACOTA, ADMIRÁVEL MUNDO NOVO (Brave New World) ANÁLISE DO FILME ADMIRÁVEL MUNDO NOVO
  O filme em questão trata de uma sociedade futurista, completamente organizada, onde as pessoas são produzidas em laboratório, tendo seus comportamentos uniformizados. As pessoas são condicionadas a viverem em harmonia, aceitando o que lhes é imposto. Percebe-se no filme, o que Marx fala da ideologia. Essa falsa consciência de que todos são felizes é na verdade, por parte da classe dominante, uma construção no imaginário das pessoas, porque assim conseguem evitar os conflitos mantendo-os sempre dominados. Como diz Johann Wolfgang Von Goethe: “Ninguém é tão desesperadamente escravizado como aqueles que falsamente acreditam que são livres.”
 Quando Marx fala que a ideologia é concepção idealista na qual a realidade é invertida, no filme fica claro que, o que a classe dominante coloca como sendo do interesse comum de todas as pessoas, nada mais é do que a realização de seus próprios interesses. A ideologia não tem apenas pontos negativos, ela pode ser uma meta de vida, um objetivo, um ideal. No filme, esse ideal já é condicionado às pessoas, elas são o que são e assim são felizes. Elas não têm consciência do que desejam, pois já são condicionadas a não gerarem conflitos, pois pensam que já tem tudo o que precisam, aceitando sem questionar o que lhes foi imposto, aliás, esse é outro ponto do condicionamento, não questionar. 
    Voltando para os tempos atuais, também nos é imposto muito coisa. Precisamos seguir regras, leis, não que isso não seja importante, pelo contrário, precisamos delas para vivermos em sociedade, para que haja respeito mútuo. Essas regras e leis deveriam na verdade ser seguidas, não porque elas nos são impostas, mas sim por consciência plena de respeito aos outros, mas se não as seguimos, somos considerados como anormais, incoerentes e pagamos um preço por isso.
     Assim como no filme, nos é praticamente imposto o que precisamos para que sejamos felizes, como se a felicidade fosse algo que pudesse ser vendido ou comprado em uma loja de roupas ou eletrodomésticos. A imensa felicidade, o padrão de beleza, que aqui faço questão de incluir a magreza, cabelos longos e lisos, olhos azuis, a eliminação das rugas, etc., são alguns exemplos do que a mídia nos impõe, e que estão se refletindo cada vez mais nas representações socias.  Temos que ter a consciência de que tudo isso é uma ideologia capitalista, pois para o capitalismo, tudo se comercializa. Temos que refletir se realmente são esses os nossos ideais, as nossas vontades, ou apenas estamos fazendo uso da “Soma” para maquiarmos nossos verdadeiros ideais, reproduzindo o que nos condicionam.
       O filme é uma adaptação do livro Admirável Mundo Novo, escrito por Aldous Huxley em 1931. Na minha opinião o livro é melhor em relação ao filme, talvez por ter lido o livro antes de assistir ao filme. Mesmo tendo 2 roteiristas, o filme é extremamente distante do livro, poucas partes tem semelhança com a obra de Adlous Huxley, começa bem, mas depois de pouco menos de 10 minutos, diálogos errados, cenas que surgem do nada, o que é mostrado não aparece no livro, e o final do filme é completamente diferente do livro. 

      Apesar de achar o livro melhor, o filme também é muito bom, nos faz refletir bastante sobre nós mesmos, se somos "livres" para decidir o que realmente nos importa, ou "escravos" do que nos é imposto pelo capitalismo.

OS MISERÁVEIS

   A história se passa em plena  Revolução Francesa  do  século XIX  entre duas grandes batalhas: a  Batalha de Waterloo  e os motins ...